Adaptações

Filme: 1922, 2017

Sinopse: Wilfred James (Thomas Jane), até então um pacato fazendeiro, bola um plano macabro para solucionar o seu problema financeiro. Ele decide assassinar Arlette (Molly Parker), sua mulher. Mas, para conseguir fazer tudo direito, Wilfred precisa convencer Henry (Dylan Schmid), seu filho, a ajudá-lo.

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-251477/

 

Baseado no conto de mesmo nome de Stephen King, presente no livro Escuridão Total Sem Estrelas, 1922 conta a história de um homem e seu filho e de como, cansados da vida que levam, eles tramam e executam a morte da esposa e mãe.

Embora a sinopse do conto(e do filme) não soe extremamente original, eu particularmente achei o conto ótimo. Mais importante do que a trama em si, o clima do conto é assustador.

A história se passa em uma fazenda dos Estados Unidos, quase deserta, onde mora uma família. Quem narra a história é o pai dessa família. A fazenda não anda bem das pernas, mas ele não quer vendê-la, enquanto isso, sua mulher, Arlette, de quem ele já anda cansado, tem uma fortuna para receber, que pode salvar a fazenda. Quando Arlette diz que com esse dinheiro ela pretende ir embora, levando o filho do casal, Wilfred, resolve que a solução para todos os seus problemas é mata-la. Para ajudá-lo, ele convence o filho adolescente, que também não tem o melhor dos relacionamentos com a mãe.

A cena da morte no filme, embora bem executada, não é tão pesada como no livro, onde lemos com detalhes descrições de tudo que acontece. No filme, vemos algumas cenas, mas de maneira parcial, já que a fotografia do filme é escura.

Isso acontece também com as cenas posteriores em que Arlette aparece para assombrá-los, o livro tem descrições mais claras e mais macabras. Um dos elementos mais importantes do conto é a presença de ratos sempre que Arlette aparece, o filme manteve isso, o que eu achei ótimo. Os ratos andando pela casa, pela cama e aos pés de Arlette já são o suficiente para deixar muita gente sem dormir.

Gostei também da maneira que o filme tratou a passagem de tempo. No conto, nós lemos as passagens de anos de maneira quase literal, o filme por sua vez, usou de uma montagem para nos mostrar o que acontece depois que Arlette morre e passa a assombrar a fazenda. Um recurso muito bem utilizado, se cada ano fosse ser filmado, o filme ficaria enorme e maçante.

Tirando essas pequenas mudanças, o filme é quase linha por linha do conto. Essa é uma das adaptações mais fiéis de King que eu assisti e nesse caso, funcionou muito bem, talvez por ser um conto.

A atuação de Thomas Jane, que interpreta Wilfred é ótima. Ele é macabro nos pontos certos, mas também melancólico e emocionante em outros.

Os personagens são todos muito interessantes. Embora Wilfred seja um assassino, você se pega torcendo por ele em muitos pontos do filme, como acontece com o filho, Henry. Já Arlette, que é a vitima é uma personagem chata e sua morte em muitos momentos divide o telespectador.

O filme toca em pontos muito pesados, ele fala não só de um marido assassinando a esposa, como também de um filho que aceita assassinar a própria mãe. Também fala de culpa, e como a culpa é capaz de assombrar e corroer alguém pelo resto da vida.

Talvez o que tenha faltado no filme foi todo o clima sinistro e tenso que é muito presente no conto. Não que o filme esteja completamente livre disso, só não aparece de forma tão marcante, quanto aparece no conto.

Super fiel ao conto, 1922 funciona muito bem. É assustador, macabro e deixa o telespectador tenso, mas de uma maneira muito estranha te faz torcer pelos personagens e prende a atenção do começo até o fim.

 

Data de lançamento 20 de outubro de 2017 na Netflix (1h 41min)

Direção: Zak Hilditch

Elenco: Thomas JaneMolly ParkerDylan Schmid

Gêneros SuspenseTerrorDrama

Nacionalidade Canadá

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-251477/

Créditos da imagem: https://www.netflix.com/title/80135164

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