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Os Mortos-Vivos, Peter Straub

“É estranho como essa terra parece perdida, embora as pessoas estejam andando de um lado para o outro por aqui há 400 anos”

Sinopse: A história se passa na pacata cidade de Milburn, (NY) e envolve um grupo de cinco amigos que formam a Sociedade Chowder: Ricky Hawthorne, John Jaffrey, Sears James, Lewis Benedikt e Edward Wanderley, que têm o costume de reunirem-se duas vezes por mês para contar histórias de fantasmas, acompanhados por charutos e bebidas. Não importa como as histórias aconteceram, o que importa é a forma em que é contada para o grupo. |…| Quando uma série de estranhos eventos acontecem na cidade, após o funeral de David, o sobrinho predileto de Edward, eles resolvem pedir a ajuda de Don Wanderley — o outro sobrinho de Edward. Don é um escritor de histórias de horror e, por isso, a Chowder Society acredita que as pesquisas que Donald fez para seus trabalhos possam ajudá-los… Don chega à Milburn e eventos ainda mais estranhos ocorrem; alguns deles incluem a misteriosa ex-namorada de Donald, que descobrem ser uma antiga moradora / visitante da cidade, e criaturas de uma das histórias de Sears James — contada em uma das reuniões da Chowder Society.

Fonte: https://www.skoob.com.br/os-mortos-vivos-8055ed9314.html

 

A primeira vez que eu ouvi falar de Peter Straub, o autor de Os Mortos-Vivos foi porque ele escreveu dois livros em parceria com o Stephen King (O Talismã e sua continuação, A Casa Negra), mas eu só tive curiosidade de conhecer o trabalho dele depois de ler A Dança Macabra, um livro onde o King discorre sobre o gênero do terror. Nesse livro, o King cita diversos livros de vários autores, entre eles dois do Straub, Mau-Olhado e Os Mortos-Vivos.

Os Mortos-Vivos se passa em uma cidadezinha dos Estados Unidos, onde cinco senhores se reúnem de 15 em 15 dias para contar histórias de terror, que não precisam necessariamente serem reais. Quando alguns eventos misteriosos começam a acontecer na cidade, eles começam a achar que as histórias que eles andam contando não são tão fantasiosas assim, eles então, entram em contato com Don, o sobrinho de um deles, que é um escritor de terror recém publicado, para que ele os ajude a desvendar o que vem acontecendo na cidade.

O romance começa interessante, o ambiente da cidade pequena é quase um clichê do gênero do terror, mas que funciona muito bem, assim como uma das primeiras histórias de terror, contada por Sears James em um dos encontros, quando perguntado qual foi a pior coisa que ele já fez, o que automaticamente implica que aquela história não é inventada e logo o leitor pega no tranco, em relação aos acontecimentos misteriosos que estão acontecendo na cidade.

Ao longo do livro, o clima de terror dá uma caída, embora, tenha bastante suspense em vários momentos, durante um grande numero de paginas, a história fica meio morna. Outro problema do livro é que ele tem muitos personagens, praticamente a cidade inteira é citada, e embora o livro se passe em uma cidade pequena, ainda assim, muita gente aparece e é muito fácil, confundir os personagens.

O livro se torna muito interessante no período em que fala sobre a vida de Don, o escritor antes dele chegar na cidade. Essas partes tem a dose certa de mistério e deixam o leitor bem curioso, é também nesses momentos que parte do suspense que envolve a história inteira começa a ser revelado.

Embora no começo, o livro se foque mais no suspense, logo a história chega em momentos de horror verdadeiros, com cenas bem pesadas e assustadoras, que são bem interessantes e que fazem valer a leitura, por sua vez, o desfecho do livro, poderia ser mais empolgante.

A idéia geral é muito boa, mas a história tem seus altos e baixos, que podem dificultar e travar a leitura. O autor também  deixa muitas explicações em aberto, o que é uma boa idéia, pois dá ao leitor a liberdade para tirar sua próprias conclusões e deixa o livro com uma sensação de que como a vida, nem tudo tem uma explicação, algumas coisas simplesmente acontecem.

O livro não é ruim, tem momentos de terror realmente assustadores e muito bem pensados, mas também não é uma leitura rápida e requer um pouco de dedicação, devido a quantidade de personagens.

Como Straub é pouquíssimo conhecido aqui no Brasil, é muito difícil encontrar os livros dele. Os Mortos-Vivos, assim como Mau-Olhado, que eu citei lá em cima não são republicados a um bom tempo, limitando a sua compra a sebos ou a edições em inglês, o que é uma pena, já que ele é um grande nome da literatura de horror e merecia novas edições de suas obras por aqui.

Créditos da imagem: https://www.skoob.com.br/os-mortos-vivos-8055ed9314.html

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