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Vida Roubada: Memórias, Jaycee Dugard

Sinopse: Em junho de 1991, aos 11 anos de idade, Jaycee Lee Dugard foi raptada enquanto esperava pelo ônibus da escola. Pelos próximos 18 anos, sua vida se tornou um verdadeiro pesadelo. Abusada pelo homem que a sequestrou, acabou se tornando mãe de duas crianças – e, de certa forma, também irmã, para tentar aplacar o intenso isolamento em que vivia. Encorajada a esquecer sua vida antes do sequestro, Jaycee não podia nem mesmo mencionar seu nome. Este relato forte e admirável nos é contado em Vida roubada, a verdadeira história de uma sobrevivente, exposta em suas próprias palavras.

Fonte: https://www.saraiva.com.br/vida-roubada-3679972.html

 

Jaycee Dugard foi seqüestrada em 1991, quando tinha onze anos, na Califórnia. Ela foi mantida em cativeiro por dezoito anos e só foi encontrada em 2009, já com duas filhas.

Vida Roubada: Memórias é a versão da própria Jaycee do que aconteceu um pouco antes, durante e depois o seu cárcere.

A primeira coisa que temos que manter em mente enquanto lemos o livro é que Jaycee não é uma escritora profissional e por isso, o livro não é cheio de poesia ou de frases inteligentes, por outro lado, Jaycee tem uma história de vida muito mais interessante do que muitos escritores têm na imaginação e essa é a segunda coisa que deve-se ter em mente durante a leitura.

Existem histórias de terror ou suspense que descrevem momentos com violência extrema e coisas terríveis, mas é tudo imaginação, não é o caso do que lemos em Vida Roubada: Memórias, tudo que Jayce escreve de fato aconteceu. Existe até uma frieza na escrita dela, como se ela estivesse falando de outra pessoa, talvez seja a maneira que ela encontrou para conseguir colocar tudo isso para fora.

Por isso eu não recomendo o livro para quem tem o estomago fraco ou não esta acostumado com uma leitura mais pesada, porque Jaycee nos fala de todos os aspectos do seqüestro, com detalhes e a leitura é sem dúvida nenhuma, muito difícil.

Jaycee também nos conta sobre o comportamento de seu seqüestrador, um pedófilo, viciado em drogas, que a manipulava constantemente, e de como a própria Jaycee aprendeu como lidar com ele. O livro é escrito na maneira de um diário, então é como se Jaycee estivesse escrevendo no momento em que as coisas acontecem, por isso em muitos momentos no livro, Jaycee demonstra ainda se sentir culpada por ter exposto o homem que a seqüestrou, porque mesmo que ele tenha a mantido em cativeiro por dezoito anos e tenha abusado dela durante todo esse tempo, ele também era responsável por sua alimentação e mais tarde, pelo cuidado de suas duas filhas, que ela concebeu e deu a luz no cativeiro. Em outros momentos, ela fala sobre supostas bondades que o seqüestrador teria feito, como quando ela diz que ele comprou um gato para ela que custou 200 dólares. Logo depois das entradas em forma de diário, temos uma reflexão da Jaycee dos dias atuais, aonde ela explica com os olhos de hoje, o que sentia naquela época e nesse momento que ela nos conta que provavelmente o gato tinha sido pego em um abrigo, e que ela inventou a compra do gato, numa tentativa de achar bondade no homem que a mantinha refém.

Outra pessoa que aparece com freqüência nos relatos de Jaycee é a esposa de seu seqüestrador, Nancy, que não só sabia da existência de Jaycee, como também foi cúmplice do marido no seqüestro e mais tarde, Jaycee fica sabendo que Nancy ajudava o marido quando ele filmava garotinhas no parque. A própria Nancy não machuca Jaycee diretamente, e com uma certa freqüência leva comidas que a menina gosta para ela, mas é interessante e assustador imaginar o que se passa na cabeça de uma mulher que não só aceita que o marido seqüestre, mantenha refém e moleste uma menina de onze anos, como também o ajude nesses feitos.

Mais interessante do que isso por sua vez, é acompanhar a mudança de Jaycee, que no começo do livro é uma menina de onze anos, que está brava porque a mãe acabou de se casar e o padrasto não parece gostar muito de Jaycee, passa para uma menina capturada extremamente assustada e que não sabe o que vai acontecer com ela, para uma criança vitima de abuso e que por fim, torna-se uma mulher forte e corajosa, disposta a tudo, até a suportar um cativeiro e mais abusos, pelo bem das próprias filhas.

Como a idéia do livro é relatar o que Jaycee sentia durante o seu cativeiro, algumas das entradas são um pouco confusas, porque afinal, teriam sido escritas por uma menina de onze anos, presa em um quarto, com estranhos e que sofre abusos com freqüência. A própria Jaycee diz que muitas vezes não sabia que dia era ou mesmo em que ano estavam. Embora isso atrapalhe um pouco no começo, torna a idéia bem verídica e nos coloca dentro da cabeça de Jaycee durante o cativeiro.

Para quem está interessado na parte investigativa da história de Jaycee, o livro não é tão interessante, uma vez que é focado no cativeiro.

A história de Jaycee é interessante, assustadora e mostra o quão cruel o ser humano pode ser.

 

Capa comum: 304 páginas

Editora: Best Seller; Edição: 1 (28 de outubro de 2011)

Idioma: Português

ISBN-10: 8576845768

ISBN-13: 978-8576845768

Dimensões do produto: 20,6 x 14 x 1,8 cm

Peso de envio: 522 g

Fonte: https://www.amazon.com.br/Vida-Roubada-Jaycee-Dugard/dp/8576845768

Crédito da imagem: https://www.skoob.com.br/vida-roubada-memorias-200209ed223584.html

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