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Eu, Robô, Isaac Asimov

“Eles são robôs, e isso quer dizer que são seres sensatos”- Razão

Em Eu, Robô, acompanhamos um jornalista que entrevista uma cientista, que está prestes a se aposentar. Através de nove contos, ela nos conta suas experiências com robôs.

Eu, Robô é com certeza, o livro mais famoso de Isaac Asimov e tem um motivo para isso. Em Eu, Robô, Asimov reúne contos que já tinham sido publicados anteriormente e que tem como assunto central robôs.

A primeira coisa que chama atenção no livro é o fato de que é nesse livro que Asimov nos apresenta as três leis da robótica, que permeiam todo o trabalho de Asimov e que acabaram influenciando outros autores que escreveram sobre o assunto. No entanto, o autor faz isso de forma bem natural, ele coloca as regras no meio de suas tramas, quando ele precisa explicar algo que esteja dentro do conto, e tudo faz muito sentido.

Também foi ótimo me ver inserida nesse mundo sobre o qual eu não conhecia nada, como Asimov consegue explicar tudo muito bem e contextualizar o leitor, não me fez falta nenhuma ter um background sobre o assunto.

Outro ponto interessante do livro é a sua forma mesmo, os contos foram escritos bem antes da publicação do livro, e mesmo assim, Asimov conseguiu juntar todos esses contos de maneira coerente e o adendo da cientista que está contando as histórias faz toda a diferença. Com esse recurso, podemos acompanhar as tramas com maior facilidade e elas ganham uma linha do tempo, então, além de tudo ainda podemos ver a evolução dos robôs e de suas tecnologias.

Em relação aos contos, como toda coletânea, Eu, Robô tem contos melhores e contos não tão bons, mas nenhum deles é ruim ou chato, todos fazem sentido dentro do livro e de uma maneira geral, são bons contos. O interessante neles é que embora eles falem de robôs, um assunto que parece estar muito distante da gente, pelo menos do jeito que Asimov retrata, os contos falam sobre coisas que estão muito perto de nós, como família, amizade, relações pessoais e até política.

Eu gostei muito do primeiro conto Robbie, que se foca em uma garotinha que é separada de seu robô-babá, de quem ela gosta muito e a partir disso, ela passa anos atrás dele. O interessante desse conto é que embora ele trate de robôs, criaturas que teoricamente não tem sentimentos, Robbie retribui o amor da garotinha quase na mesma medida que ela.

O livro também é uma critica ao rumo que a tecnologia está tomando, já que em muitos contos a humanidade acaba prejudicada pela sua dependência das maquinas. Esse é um assunto que é muito mais relevante hoje em dia do que na época em que os contos foram escritos e é por isso que o livro continua fazendo sucesso.

É importante ressaltar que embora Eu, Robô seja um livro de ficção cientifica, o livro trata de muitos assuntos, que são fáceis de se relacionar.

O livro é editado pela editora Alpeh, que como sempre, fez um trabalho maravilhoso. A capa é bonita e os contos são divididos por uma pagina preta, mas mesmo assim fica claro que a narração da cientista é uma só. Além disso, o livro vem com um texto do autor que conta a história de como ele escreveu os contos e aonde eles foram publicados pela primeira vez, e como no final, eles se transformaram em um livro.

Eu, Robô é um clássico da ficção cientifica, mas mesmo assim consegue falar sobre relações humanas e aspectos que estão muito próximos de todos nós.

Título no Brasil: Eu, Robô

Título original: I, Robot

Autor: Isaac Asimov

Gênero: Ficção cientifica

Ano de lançamento: 1950

Editora: Editora Aleph

Número de Páginas: 320

Foto: Fernanda Cavalcanti

 

 

 

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