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O Enigma de Andrômeda, Michael Crichton

“Uma crise é criada por homens, que entram na crise com seus próprios preconceitos, propensões e predisposições”

Depois que um satélite cai na terra, devastando quase toda a população de uma cidade – menos um senhor e um bebê recém-nascido- os melhores cientistas do país são chamados para investigar o caso.

O Enigma de Andrômeda é um livro de ficção cientifica, mas que não acompanha viagens espaciais e nem se passa no futuro. O livro se passa nos dias de hoje, mas acompanha um acontecimento bem típico do gênero: a queda de um satélite, que assim que aterrissa em uma cidadezinha, a dizima.

O satélite deixa só dois sobreviventes, um senhor e um recém-nascido e é a partir daí que uma equipe composta com os melhores cientistas dos Estados Unidos, começa a pesquisar o que pode ter acontecido, no entanto, conforme eles vão se aprofundando, eles vão entendendo que essa é uma missão muito mais complicada e muito mais perigosa do que parece.

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A trama de O Enigma de Andrômeda é bem interessante e embora o livro tenha sido publicado em 69, ele ainda fala muito com os dias de hoje. O Enigma de Andrômeda fala sobre um acontecimento que além de matar muitas pessoas em uma rapidez absurda, também causa uma crise mundial, e é impossível não relacionar a sua trama com a epidemia de coronavírus que vivemos agora.

Por outro lado, a maneira com que Crichton escolheu para escrever o livro não é das mais interessantes. O começo é escrito de forma narrativa normal, acompanhamos um dos cientistas que vai participar do projeto, ser buscado em casa e ser levado ao laboratório subterrâneo onde as pesquisas vão acontecer, mas quando ele chega ao local, O Enigma de Andrômeda parece se tornar um grande relatório cientifico.

Tudo bem que estamos de fato acompanhando um relatório cientifico, mas uma vez que o livro é uma ficção e que é voltado para o público geral e não só para a comunidade cientifica, o ideal seria que a maneira de escrever pudesse chegar a todos.

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O que acontece, com o tempo, é que mesmo o leitor esteja interessado na trama, a leitura vai se tornando chata e monótona, porque poucas pessoas compram um livro de ficção na expectativa de ler um relatório. Talvez alguns dos relatórios dos cientistas sejam importantes para a história, mas então, seria mais interessante que eles fossem colocados de maneira esparsas no livro, acompanhados de uma trama que atraísse mais os leitores e que descrevesse de maneira mais clara tudo que acontece durante as pesquisas.

Mas o que foi dito sobre a trama do livro, não pode ser repetido sobre a edição. Como todos os livros da Editora Aleph, O Enigma de Andrômeda é lindo, e mistura tons de preto com verde, na capa e nos detalhes dentro do livro.

Embora tenha uma trama intrincada e bem pensada, O Enigma de Andrômeda tem um vocabulário e uma forma de narrar que não é para todo mundo e que acaba afastando seus leitores.

Título no Brasil: O Enigma de Andrômeda

Título original: The Andromeda Strain

Autor: Michael Crichton

Tradutor: Fábio Fernandes

Gênero: Ficção cientifica

Ano de lançamento: 1969

Editora: Editora Aleph

Número de Páginas: 304

Fotos: Fernanda Cavalcanti

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