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Treze à Mesa, Agatha Christie

“Ás vezes uma suposição pode dar certo, monsieur”

Jane Wilkinson, uma jovem e talentosa atriz, pede que Hercules Poirot convença seu marido, Lord Edgware, a lhe dar o divórcio. Jane deseja se casar com um conde, mas segundo ela, seu marido se recusa a assinar os papeis.

Poirot e seu amigo inseparável, Hastings, vão até a casa de Edgward e em uma conversa, eles descobrem que o homem já tinha concordado com o divórcio e inclusive, já tinha enviado uma carta para Jane a avisando disso.

Poirot estranha a situação e tudo piora quando Edgware aparece morto na sua própria casa. A secretaria dele jura que viu Jane entrando na casa no dia do assassinato, o que a torna a principal suspeita.

Jane, no entanto, diz que estava em um jantar com uma série de pessoas famosas, que comprovam o álibi da jovem. Poirot, então, começa a investigar o crime e essa série de acontecimentos peculiares.

Os livros de Agatha Christie geralmente, tem sinopses um pouco parecidas, embora as tramas sejam bem estruturadas e prendam o leitor, quando você leu muitos livros da autora, tudo começa a se tornar muito familiar.

Treze à Mesa é um pouco diferente. No começo, acompanhamos Poirot e Hastings, que é o narrador do livro, indo ao teatro, para assistir o monólogo de Carlotta Adams. É lá que os dois conhecem Jane. Jane também é atriz, mas depois que se casou com Lord Edgware se tornou uma dona de casa.

A atriz faz um pedido estranho a Poirot: que ele convença Edgware a lhe dar o divórcio. Poirot aceita realizar o pedido, mas logo depois de fazer a visita ao homem, descobre que ele faleceu na sua própria casa.

É a partir daí que somos apresentados ao suspense do livro. O assassinato de Edgware acontece rápido e embora seja o foco principal da história, não ganha tanta atenção. Ele é importante porque joga as suspeitas sob Jane, que foi supostamente vista na cena do crime, e que teria motivos para matar o marido.

O mistério que Christie tece em Treze à Mesa é cheio de intrigas e reviravoltas, e a trama é bem construída. Como um bom livro de suspense, as pistas vão surgindo aos poucos, embora o leitor passe bastante tempo no escuro, uma vez que muitas vezes Poirot é o único personagem que compreende tudo que está acontecendo.

Esse é o maior problema do livro, já que ele muitas vezes, despista o leitor, para no final, ter Poirot explicando tudo que aconteceu, como se a própria trama não tivesse escondido detalhes desde o começo. Por outro lado, esse é um estilo que Christie usa muito e faz bem, o que certamente agrada os seus leitores.

Como boa parte dos livros da autora, o final é surpreendente, uma vez que o leitor é sempre jogado para o outro lado durante o livro, e a leitura prende muito.

Os personagens também são bem construídos e não são apenas estereótipos, Jane, por exemplo, tem vários lados e isso fica claro durante a leitura, o que é bem interessante. A trama de Treze à mesa soa bem realista.

O livro tem poucas páginas e a leitura é muito fácil e muito rápida, a trama também prende o leitor e por isso, Treze à Mesa é uma leitura prazerosa, que vai fazer o leitor querer ler até descobrir o final.

Treze à Mesa tem personagens bem construídos e uma trama intrincada e misteriosa, que vai agradar não só os fãs de Agatha Christie, mas também quem normalmente não gosta do estilo.

Título no Brasil: Treze à Mesa

Título original: Lord Edgware Dies

Autores: Agatha Christie

Tradução: Bruno Alexander

Gênero: Suspense

Ano de lançamento: 1933

Editora: L&PM Pocket

Número de Páginas: 257

Foto: Fernanda Cavalcanti

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