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A Seleção, Kiera Cass

“Acho que as vezes a melhor maneira de esconder o segredo é deixa-lo descoberto”

Em um mundo dividido por castas, America Singer é uma jovem da casta cinco, que está apaixonada por Aspen, um rapaz da casta seis. O relacionamento entre pessoas de casta diferentes é mal visto, por isso os dois mantém a relação escondida.

America quer se casar com Aspen, mas a coroa abre um concurso para escolher quem vai ser a noiva do príncipe Maxon, e a família de America a pressiona para que ela participe. A garota aceita, sem esperar muita coisa, mas é uma das selecionadas e depois de brigar com o namorado, parte para o palácio, onde vai participar da seleção.

America não sente nenhuma vontade de se casar com o príncipe e acha todo o processo de escolha absurdo, mas quando começa a conhecer Maxon percebe que ele é bem diferente do que ela imaginava e começa a gostar dele, e fica sem saber se prefere Maxon ou Aspen.

A trama de A Seleção é bem simples e em muitos aspectos, até bem bobinha. O que o livro apresenta é um clássico triângulo amoroso, entre uma menina, um garoto pobre e um garoto rico. A história já é batida e A Seleção não apresenta nada de novo nesse quesito, e ainda demonstra um claro favoritismo pelo príncipe, já que mal conhecemos a personalidade de Aspen, o namorado de anos de America e somos expostos a Maxon o tempo todo.

A partir do momento que America chega ao palácio e começa a participar da seleção com outras trinca e quatro garotas – que consiste basicamente em vários encontros com o príncipe, enquanto ele vai eliminando uma por uma das garotas -, o leitor já imagina que caminho a trama vai tomar. America vai ser notada pelo príncipe e sair na frente das outras garotas.

A Seleção passa bastante tempo falando sobre as relações entre as participantes, America é a única que se coloca como amigável, já que ela não vê a dinâmica como uma competição, ela consegue fazer amigas e ajuda elas, mas a maioria das garotas é extremamente competitiva e está disposta a prejudicar as outras para ganharem.

America não gosta do Príncipe e acha a ideia de procurar uma noiva através de uma competição ridícula e absurda, o que a mantém na seleção é a pressão da família e o dinheiro que a coroa envia aos seus pais pelo tempo que ela está participando, mas conforme eles vão se conhecendo, ela percebe que o Maxon é diferente do que ela imaginava e acaba gostando dele.

A história principal de A Seleção é bem bobinha e até enjoadinha, a sociedade criada pela autora, no entanto, é bem interessante e de certa maneira reflete a vida real. As castas representam classes sociais, quem faz parte das primeiras classes é rico e tem maiores chances na vida, e conforme esse número vai diminuindo, a vida vai ficando mais precária. America faz parte da casta cinco, que é composta por artistas e ganha a vida fazendo shows e apresentações para pessoas de castas mais altas, já Aspen é da casta seis, que é composta por trabalhadores braçais e que muitas vezes, passa fome. A ideia é bem instigante, mas infelizmente ela só serve como pano de fundo para que America fique na dúvida entre Maxon, o príncipe da casta um e Aspen, o garoto da casta seis.

A leitura de A Seleção é simples e fácil, por isso também é rápida. A escrita da autora também não tem nada de muito surpreendente, embora seja clara e consiga passar para frente o que ela quer dizer. Se a questão das castas tivesse sido mais explorada – o que talvez aconteça nos outros volumes -, o livro seria bem mais interessante.

No entanto, é importante ter em mente que A Seleção é um livro voltado para o público jovem e que por isso, pode ser mais simples que um livro pensado para o público adulto, o grande problema aqui é que ele se vende como uma distopia, quando na realidade, é um romance bem simples.

Para quem é fã de histórias de amor e tramas que envolvem príncipes e princesas, A Seleção pode ser uma boa escolha, para as outras pessoas, por outro lado, o livro só soa bobinho e bem sem graça.

Título no Brasil: A Seleção

Título Original: The Selection

Autora: Kiera Cass

Tradução: Cristian Clemente

Gênero: Young Adult, Romance, Distopia

Ano de lançamento: 2012

Editora: Seguinte

Número de Páginas: 368

Foto: Fernanda Cavalcanti

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