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Aventura em Bagdá, Agatha Christie

Victoria Jones é uma jovem inglesa que acabou de perder o emprego e se vê sem qualquer perspectiva, até que ela conhece Edward. Os dois se interessam um pelo outro, mas logo, Edward parte para Bagdá, onde tem um emprego lhe esperando.

Victoria resolve que vai atrás de Edward e consegue um emprego no mesmo lugar, fingindo que é sobrinha de um arquiteto famoso. Ela encontra Edward em Bagdá, e suspeita do local onde ele trabalha.

Mais tarde, o seu quarto de hotel é invadido por um homem, que foi esfaqueado e está pronunciado palavras desconexas. Victoria então, começa a investigar quais situações levaram o estranho ao seu hotel.

É natural que se pense que um livro de Agatha Christie é necessariamente um livro de suspense, onde iremos investigar um assassinato, enquanto somos apresentados a vários suspeitos, mas não é isso que acontece em Aventura em Bagdá. A obra está bem mais próxima de uma aventura ou de um thriller do que de um livro de suspense.

Aqui a história se divide entre dois países: uma parte dela se passa no Iraque e outra na Inglaterra e elas começam separadas, mas se juntam no meio do caminho. Em Bagdá, um homem faz uma descoberta política importante, enquanto na Inglaterra, Victoria perde o emprego, mas conhece Edward. O destino dos dois é Bagdá, naturalmente, uma vez que Edward tem um emprego esperando por ele lá e que Victoria logo arruma um trabalho no mesmo lugar.

Em Bagdá, Aventura em Bagdá, rapidamente se torna uma história investigativa, com pitadas de thriller, conforme Victoria começa a pesquisar não só sobre o homem que invadiu seu quarto de hotel, como também sobre a empresa onde Edward trabalha. Aventura em Bagdá é um daqueles livros onde não se pode confiar totalmente em nenhum personagem e esse é o grande chamariz da obra.

Quem chegar na leitura esperando um mistério clássico de Christie vai se decepcionar, já que esse livro pouco se preocupa com quem cometeu o crime e nem dá detalhes sobre algum assassinato ou roubo, aqui a questão é mais política. Aventura em Bagdá, no entanto, só contorna essa situação e não mergulha nela totalmente.

O livro é centrado em Victoria, que é uma jovem simples e inocente, e que em muitos momentos, não sabe apontar que caminho deve tomar. A trama mostra o seu crescimento, já que pouco a pouco ela vai se tornando mais esperta e confiando menos nas pessoas ao seu redor, esse foco em Victoria, por outro lado, impede que o leitor mergulhe na questão política da história, e deixa o livro um pouco banal.

A leitura é lenta e um pouco arrastada, especialmente se você está em busca de tramas mais misteriosas e de crimes grandiosos e bem bolados, os livros de Christie costumam ser animados e prenderem o leitor com facilidade, em função de seus mistérios, Aventura em Bagdá não tem mistérios tão empolgantes e por isso, não prende o público com tanta facilidade. Isso não faz, no entanto, com que a leitura seja difícil e uma vez que o livro é curto, ela também é rápida.

Aventura em Bagdá é um livro diferente de Agatha Christie, e tem seu valor, mas não empolga tanto quanto os trabalhos mais comuns da autora.

Título no Brasil: Aventura em Bagdá

Título Original: They Came to Baghdad

Autora: Agatha Christie

Tradução: Ari Blaustein

Gênero: Thriller

Ano de lançamento: 1951

Editora: L&PM

Número de Páginas: 272

Foto: Fernanda Cavalcanti

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