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O Mundo Perdido, Arthur Conan Doyle

Edward Malone é um jornalista que deseja se casar com a jovem Gladys. Ela, no entanto, quer se casar com um homem que seja forte, corajoso e que tenha realizado alguma coisa na vida.

Em busca de uma matéria e tentando impressionar Gladys, Edward se aproxima do professor Challenger para lhe entrevistar sobre a sua mais recente visita a América do Sul, fingindo ser um estudante. Edward e Challenger se dão bem e o professor acaba o convidado para uma missão na Amazônia, que ele prontamente aceita.

Uma vez lá, eles encontram uma área que parece preservada no tempo e habitada por espécies que todos acreditavam estar extintas.

O Mundo Perdido foi publicado em 1912 e de certa maneira, é um percursor no assunto. Hoje em dia é possível pensar em várias obras que falam sobre seres humanos encontrando dinossauros e outras criaturas pré-históricas, mas na época em que Conan Doyle escreveu O Mundo Perdido, isso não era tão comum.

Por isso, O Mundo Perdido pode soar como um livro repetitivo, cheio de aspectos e tramas que já vimos antes, mas isso acontece porque os livros posteriores que se inspiraram nele, repetiram algumas das coisas que estavam presentes no original. Quando você compara O Mundo Perdido com Jurassic Park, que foi escrito na década de 90, o livro de Conan Doyle soa bem mais simples e até um pouco bobinho, mas é óbvio que Jurassic Park não existiria sem O Mundo Perdido.

Em O Mundo Perdido, um jornalista finge ser um estudante para conseguir uma entrevista com o famoso professor Challenger, que acabou de voltar de uma missão na América do Sul. Os boatos dizem que Challenger fez uma grande descoberta, mas ele não fala sobre isso para ninguém e detesta conversar com a imprensa. Edward, o jornalista, acaba caindo nas graças de Challenger, que o convida para ir com ele para a Amazônia, onde ele vai, mais uma vez, estudar a tão misteriosa descoberta.

Na Amazônia, eles descobrem um lugar que tem dinossauros vivos e uma tribo de homens macacos e enquanto estudam essas espécies, também correm uma série de perigos.

A ideia de O Mundo Perdido é bem interessante, mesmo que soe meio repetitiva atualmente, o livro é uma aventura, mas não é tão empolgante assim. As coisas demoram a acontecer e quando acontecem, soam meio bobinhas. No entanto, a criatividade de Conan Doyle deve ser ressaltada.

O livro tem algumas outras questões que caem mal nos dias de hoje, como por exemplo, o fato dos dinossauros viverem na América do Sul, como se a América do Sul fosse um lugar selvagem e estranho, mas que pode ser justificado com a perspectiva do autor, um homem inglês, que não conhecia o local e pensou no continente sul-americano como distante e diferente. A maneira como os nativos são retratados também é bem preocupante, eles são tratados como escravos pela expedição, em troca de pouco dinheiro e se comportam como pessoas que nunca viram a civilização. A presença dos nativos é relativamente importante, já que eles são os primeiros a avisarem Edward e Challenger que a parte da ilha onde os dinossauros estão é perigosa, mas a descrição faz parecer que eles têm apenas um medo irracional do local, quase mítico, enquanto os homens europeus, que são inteligentes e cultos, sabem mais que eles e imaginam que lá não tem nada de tão perigoso assim. Mais uma vez isso pode ser atribuído a falta de conhecimento de Conan Doyle e em muitos aspectos, falta de informação mesmo sobre os sul-americanos, mas ainda soa estranho para quem vive na América do Sul e percebe que a descrição não está totalmente correta.

O Mundo Perdido é um livro que envelheceu um pouco mal, não só por algumas das tramas que ele apresenta, mas também porque ele é um livro de aventura bem parado, que muito possivelmente não vai empolgar a geração dos dias de hoje, acostumada com os cortes rápidos do cinema.

Mas é impossível tirar a importância da obra, que é uma das primeiras a imaginar esse mundo pré-histórico, o que já é uma grande coisa. A leitura de O Mundo Perdido é rápida, embora a trama seja um pouco lenta, o livro é curto.

O Mundo Perdido soa como uma aventura interessante para a sua época, mas que hoje parece datado e que é um pouco parado, mas isso não tira a sua importância.

Título no Brasil: O Mundo Perdido

Título Original: The Lost World

Autor: Arthur Conan Doyle

Tradução: Silvio Antunha

Gênero: Clássico, Ficção Cientifica, Aventura, Fantasia

Ano de lançamento: 1912

Editora: Principis

Número de Páginas: 240

Foto: Fernanda Cavalcanti

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