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Fausto, Johann Wolfgang von Goethe

Fausto está desiludido com a vida e sem esperanças, e faz um pacto com o demônio Mefistófoles e a partir daí se sente livre para realizar quase todos os seus desejos.

Fausto é escrito em forma de poema e dividido em duas partes. Na primeira parte, acompanhamos Mefistófoles conversando com deus e apostando com ele que é capaz de fazer o pacto com Fausto, mais tarde, ele de fato consegue o pacto, o combinado é que Fausto fará tudo que quiser na terra e que depois de morto, terá que servir o diabo.

Depois disso, Fausto realmente passa a fazer tudo o que deseja, sem medo das consequências e muitas vezes com a ajuda de Mefistófoles.

Já na segunda parte, o livro começa a falar de questões políticas e sociais, ainda que continue falando da história de Fausto.

A história narrada em Fausto é na verdade, inspirada em uma lenda alemã sobre o Dr. Johannes Georg Faust, que supostamente teria feito um pacto com o diabo e o que a trama conta já é uma ideia até clássica, que já foi copiada em outras histórias em maior ou menor medida. Fausto é um protagonista de quem não é fácil gostar, porque a partir do momento que ele faz o pacto, ele se sente no direito de fazer o que quiser.

O que a trama retrata é uma luta do bem contra o mal, o bem é, é claro, deus, que não acredita que Fausto possa aceitar o pacto e o mal é Mefistófoles, que não só acredita, como de fato consegue que Fausto faça o pacto. Hoje a ideia pode soar batida, mas ela é inspirada em uma lenda e tudo que explora esse tema, que veio depois disso possivelmente foi inspirado no mito.

Além de Fausto e Mefistófoles, Fausto tem outros personagens que tem maior ou menor importância, alguns aparecem apenas para que Fausto possa usá-los e depois descartá-los e outros tem participações mais importantes e mais duradouras.

Claro que a história é interessante e trata de temas universais e atemporais, Fausto tem um pouco de drama, bastante de terror e até um pouco de romance, mas ele também é uma leitura difícil. Primeiro porque ele é escrito totalmente em versos, e pensado como uma peça, segundo porque os personagens entram e saem da trama, as vezes de maneira rápida e é até de difícil acompanhar, as únicas constantes são Fausto e Mefistófoles.

Justamente porque é difícil acompanhar toda a trama e todos os personagens, Fausto pode se tornar cansativo. O livro é relativamente grande, o que aumenta essa sensação.

Ninguém dúvida da importância de uma obra como Fausto e nem de sua qualidade, mas também é impossível não constatar que a leitura é difícil e complicada e pode eventualmente, se tornar um pouco chata.

Fausto é um clássico que merece ser lido, e que trata de temas ainda atuais e com os quais é possível se relacionar, ainda que sua leitura seja complexa.

Título no Brasil: Fausto

Título original: Fausto

Autor: Johann Wolfgang von Goethe

Tradução: Augustinho D’Ornellas

Gênero: Clássico

Ano de lançamento: 1808

Editora: Martin Claret

Número de Páginas: 489

Foto: Fernanda Cavalcanti

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