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Filme: Tubarão: Mar de Sangue, 2022

Os amigos Nat (Holly Earl), Tom (Jack Trueman), Milly (Catherine Hannay), Tyler (Malachi Pullar-Latchman) e Greg (Thomas Flynn) estão passando as férias no México e no dia seguinte a uma festa, eles roubam dois jet-skis e vão para o alto mar.

No meio de uma brincadeira, eles batem o jet-skis e quebram os veículos, Greg se machuca e eles ficam presos no mar. O sangue de Greg então, atrai um predador: um tubarão branco faminto.

Tubarão: Mar de Sangue é mais um filme do subgênero dos filmes de tubarões, que segue mais ou menos a mesma premissa de outros. Um grupo de cinco amigos passando férias no México e estão dispostos a festejar o tempo todo, Nat, a mais tímida deles, está sempre receosa, mas acaba caindo na pressão dos amigos. Claro que eles também tomam várias decisões erradas e perigosas e acabam presos no meio do mar, com um deles com a perna sangrando e um tubarão os rondando.

Apenas com uma pesquisa rápida é possível encontrar uma série de filmes de tubarão – ou qualquer outro predador – que seguem essa mesma premissa, ainda que se mude um detalhe ou outro, como o número de amigos ou a maneira com que eles ficam reféns do tubarão. E é esse o grande problema de Tubarão: Mar de Sangue.

Existe pouca criatividade no longa, justamente porque ele segue praticamente todos os preceitos do subgênero, a plateia, portanto, já imagina o que vai acontecer. Sabemos que a ideia de ir para o alto mar com os jet-skis vai dar errado, que o tubarão vai aparecer, que alguns desses personagens não vão sobreviver e que acompanharemos cenas de tensão pela frente. O que nos resta então, é esperar essas cenas e sentir aflição com elas, mas nem isso deixa o filme especialmente surpreendente.

Tubarão: Mar de Sangue também se dedica um pouco as relações que se dão nesse grupo de amigos, quem está apaixonado por quem, a amizade entre as duas meninas, quem está disposto a se sacrificar por quem, mas é tudo muito raso, é difícil se apegar a essas pessoas e como sabemos que algumas delas não vão sobreviver, a plateia já nem se dá a esse trabalho. O foco é na ação, que consiste na luta entre os jovens e o tubarão.

No entanto, tem que se reconhecer que os efeitos especiais são bons, o tubarão de fato parece um tubarão, mas tudo isso soa desperdiçado não só pelo roteiro, que é muito simples e nada criativo, mas também porque o tubarão aparece poucas vezes. Não é que o filme tente fazer dele um mistério o máximo de tempo possível – o que faria sentido -, é que ele quase não aparece durante o filme todo. Um pouco da graça se perde nisso, é natural que a audiência queira ver a criatura que assombra os personagens em um filme em que a principal atração é justamente o predador.

As atuações também deixam a desejar, o elenco, na verdade, quase não tem tempo de mostrar suas performance, já que passa boa parte do tempo gritando, chorando e se desesperando em alto mar, Holly Earl, que é quem aparece mais, interpreta uma personagem chatinha, de quem é difícil gostar.

Tubarão: Mar de Sangue surfa na onda de grandes filmes desse subgênero, mas não tem nada a acrescentar e copia uma série de clichês que já vimos antes, fazendo com que o filme seja só uma versão pior do que já foi feito anteriormente. O filme chega aos cinemas no dia 1 de dezembro.

Título no Brasil: Tubarão: Mar de Sangue

Título original: Shark Bait

Direção: James Nunn

Gênero: Thriller

Ano: 2022

Duração: 1h 27min

Elenco: Holly Earl, Jack Trueman, Catherine Hannay, Malachi Pullar-Latchman, Thomas Flynn

Distribuidora: Paris Filmes

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