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Carmilla – A vampira de Karnstein, Sheridan Le Fanu

Laura é uma jovem de dezenove anos que passou a vida toda com seu pai. Uma noite, um acidente de carruagem acontece perto do castelo e uma das passageiras, uma senhora, diz que está preocupada com a saúde de sua filha, que desmaiou durante o acontecido.

Laura sugere que a jovem fique no castelo de seu pai enquanto se recupera, esperando que ela possa lhe fazer companhia. A jovem é Carmilla, e ela e Laura se dão bem rapidamente, mas do que isso, elas se sentem atraídas uma pela outra.

Carmilla é cheia de hábitos estranhos, como dormir até o meio-dia e quase não comer absolutamente nada. Logo várias jovens da região começam a ficar doentes e morrerem, sem que ninguém saiba explicar por quê.

Não demora para que Laura comece a se sentir mais fraca e que seu pai comece a desconfiar de sua relação com Carmilla.

Carmilla – A vampira de Karnstein, publicado entre 1871 e 1872, influenciou uma série de obras do gênero, inclusive, Drácula, de Bram Stoker.

Em muitos aspectos, Carmilla é uma vampira da maneira mais tradicional que conhecemos: ela vive de sangue humano, é misteriosa, belíssima e não envelhece. Mas alguns detalhes da história são diferentes, Carmilla pode sair durante o dia, e não se transforma em morcego ou em cachorro, mas sim em um enorme gato preto.

A trama de Carmilla é relativamente simples, ainda que bem engenhosa, principalmente quando pensamos que quando Sheridan Le Fanu escreveu o livro não existia muita referência posterior. Carmilla – A vampira de Karnstein é narrado do ponto de vista de Laura, uma jovem de dezenove anos que passou toda a sua vida com seu pai e anseia por uma amizade, especialmente feminina. Quando Laura era criança, ela foi atacada por uma criatura, que tentou mordê-la, Laura acordou desesperada, mas nenhuma das amas foi capaz de entender o que aconteceu ou de encontrar a criatura que atacou Laura.

Quando Laura encontra Carmilla, ela supõe que as duas podem se tornar amigas, mas acontece muito mais do que isso. Existe uma atração clara entre as duas jovens e Laura acredita que foi Carmilla quem a atacou quando ela era mais nova.

O livro não é completamente explicito em relação ao relacionamento das duas, mas fica claro que Laura e Carmilla se envolvem em um romance. Óbvio que o que é um namoro comum para Laura, é uma maneira de Carmilla se alimentar e enquanto ela vive no castelo e as duas passam os dias juntas, Carmilla faz visitas noturnas a Laura e o suga o sangue da jovem. Laura começa a ficar doente, mas ninguém entende o porquê.

É impossível negar que Carmilla – A vampira de Karnstein tem uma trama muito moderna, o livro não só apresenta uma vampira mulher, como também fala quase que abertamente sobre homossexualidade, já que Carmilla só se sente atraída e só se alimenta de jovens mulheres. A relação de Laura e Carmilla, aliais, quase nunca é questionada, o que é muito avançado para a época em que foi publicado. Além disso, Carmilla – A vampira de Karnstein influenciou uma série de outras tramas, desde Drácula, até as Crônicas Vampirescas, de Anne Rice, e criou o clichê da vampira lésbica, usado a exaustão pelo cinema, especialmente nos anos 70.

Para os dias de hoje, Carmilla – A vampira de Karnstein pode soar repetitivo, afinal, temos muitas histórias parecidas, mas o livro era inovador na época em que foi publicado. Talvez por isso, a leitura não seja tão movimentada, ainda que seja muito misteriosa e que o livro seja muito bem escrito.

A edição da Pandorga Editora, além de ser visualmente linda, vem com uma introdução e com o conto O Vampiro, de John Polidori, escrito na mesma noite em que Mary Shelley escreveu Frankenstein, e que é considerado a primeira história de vampiros.

Carmilla – A vampira de Karnstein pode soar um pouco batido atualmente, mas ainda é um livro impactante, e se destaca pela sua importância na literatura de terror e na literatura vampiresca.

Título no Brasil: Carmilla – A vampira de Karnstein

Título original: Carmilla

Autor: Sheridan Le Fanu

Tradução: Giovana Matoso, Regina Nowaski

Gênero: Clássico, Terror

Ano de lançamento: 1871–1872

Editora: Pandorga Editora

Número de Páginas: 176

Foto: Fernanda Cavalcanti

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